quarta-feira, 3 de julho de 2013

História das vacinas:

A primeira vacina foi criada em 1798 pelo britânico Edward Jenner, que observou a proteção contra a varíola humana produzida pelo vírus da varíola bovina que atingiram pessoas. Ele injetou no organismo da criança um pouco de pus da mão de uma mulher que sofria uma infecção conhecida como varíola bovina. A aplicação fez com que o sistema imunológico do garoto fabricasse defesas contra a doença e ele não foi infectado. Em 1881, Pasteur demonstrou ser possível produzir imunidade contra o antraz ou carbúnculo, a injetando uma quantia diminuída do bacilo causador. Quatro anos depois, Pasteur produziu a vacina contra a raiva. A varíola, por exemplo, foi erradicada mundialmente na década de 1980, após um amplo programa de vacinação. Já as vacinas contra a poliomielite, a difteria, a coqueluche, o sarampo e a rubéola conseguiram controlar a disseminação dessas doenças nos países desenvolvidos. Também foram descobertas vacinas eficazes contra a febre tifóide, a cólera, a peste bubônica, a tuberculose, a febre amarela, o tétano, o tifo e a hepatite, entre outras doenças.


Louis Pasteur:


O químico e biologista francês Louis Pasteur nasceu em Dôle, em 27 de dezembro de 1822, e faleceu aos 73 anos, no dia 28 de setembro de 1895, perto de Paris. Doutorou-se em Química e Física pela Escola Normal Superior de Paris, foi professor em Estrasburgo e em Lille, e eleito membro da Academia de Ciências, da Academia de Medicina e da Academia Francesa.
Um mérito do cientista francês foi ter descoberto que as vacinas podem evitar que essas doenças se manifestem. Pasteur desenvolveu estudos importantes sobre a vacinação, demonstrou que muitas doenças que são causadas por micróbios que se reproduzem e multiplicam no organismo, podem ser prevenidas por vacinação, isto é, pelo método preventivo de doenças que consiste em injetar formas enfraquecidas ou mortas de germes, de modo a estimular a imunização.
Uma das tantas contribuições deixadas por Pasteur é a vacina contra a Raiva, aprovada pela Academia de Medicina de Paris em 15 de agosto de de 1884. A vacina salvaria a vida dos meninos Joseph Meister, de 9 anos, e de Jean Baptiste Jupille - jovem herói que lutou e matou um cão com a raiva, que o atacara. Foram os primeiros seres humanos vacinados contra a raiva, isso em 1885. No ano seguinte, Pasteur tratou de dezesseis russos mordidos por um lobo com a raiva, e todos foram salvos.

 

A contribuição de Pasteur para a produção de vacinas:


A experiência de Pasteur com as vacinas aconteceu quando ele estudava a cólera aviária, doença causada pela Pasteurella multocida. Um assistente de Pasteur saiu de férias e deixou uma cultura esquecida, acidentalmente, no laboratório. Quando voltou, a cultura envelhecida não era mais eficaz em infectar as aves. Pasteur fez, então, um segundo experimento, no qual essas galinhas foram infectadas com uma cultura nova e virulenta (causa doença). Para sua surpresa as galinhas sobreviveram ao desafio.
Em 14 de novembro de 1888, o Instituto Pasteur de Paris foi inaugurado para o estudo da raiva e outras pesquisas microbiológicas e que permanece até os dias de hoje como uma referência mundial de excelência em pesquisa científica.
Analisando esses fatos da vida de Pasteur, pensamos “qual era o seu maior compromisso? Sem dúvida, era com a sociedade, tendo como ferramenta a sua ciência, estudos, uma mente observadora e criativa e muita persistência. Sempre buscando a verdade comprovada através de experimentos científicos. Acreditava na pesquisa aplicada que gerava benefícios na área da medicina, buscando a cura e a prevenção das doenças na área da microbiologia industrial, voltada para o setor produtivo e que, direta ou indiretamente, também levava melhorias para a sociedade.
 
 

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